As eliminatórias para a Copa do Mundo da América do Sul sempre foram as mais tranquilas para Brasil e Argentina. O reflexo é totalmente favorável às duas equipes, já que o Brasil participou de todas as edições do torneio. A Argentina só não participou nos anos de 1938, 1950, 1954 e 1970. De todas essas, a única que os argentinos não passaram nas eliminatórias foi a de 70.

Com um time cheio de estrelas, a Argentina passa por um momento de perda de identidade, que reflete em resultados como o empate na última rodada para a Venezuela, lanterna das eliminatórias.

Farfán, uma das peças do Peru para surpreender a Argentina

O próximo jogo dos Hermanos será contra a experiente seleção peruana, que vem surpreendendo nessas eliminatórias, ocupando o quarto lugar. A equipe de Gareca vem de três resultados positivos contra Equador, Bolívia e Uruguai.

No primeiro turno a equipe peruana empatou com os argentinos. Em um jogo muito truncado os argentinos foram surpreendidos com os contra-ataques da seleção do Peru.
O jogo pode ser de um só atacando, como será a proposta da Argentina para tentar vencer os peruanos. A partida é muito importante para os argentinos, que apostam no calor de La Bombonera para sufocar o adversário.

Chucho, filho de Ermen Benítez, maior goleador da Série A Equatoriana

Na última partida, dependendo do resultado do primeiro jogo, os argentinos podem entrar precisando apenas de um empate para garantir a vaga na Copa do Mundo da Rússia. Mas caso contrário, os Hermanos podem jogar o joga da vida contra os equatorianos.

A última vitória em solo equatoriano dos argentinos foi em 2001, quando La Albiceleste ganhou de dois a zero. Nos últimos anos só deu, ou empate, ou derrota Argentina no Equador, um retrospecto que pode ser muito complicado, caso os visitantes necessitem de um resultado positivo.

Já o Equador luta para tentar duas vitórias, que poderiam colocar o time na luta ainda por uma vaga. Mesmo com os resultados positivos, os equatorianos ainda contam com uma série de resultados que os beneficiariam, para poder passar para a Copa de 2018.

Último título da Argentina, Copa América 1993

A cobrança por um título na Argentina tem muito a ver com a pressão feita em cima de uma geração de ótimos jogadores que não conquistaram nada pela seleção principal. As Olimpíadas foi o último título da seleção, que conquistou o bicampeonato em 2008 enfrentando a Nigéria, e vencendo por um a zero.

Na foto podemos observar o Técnico Simeone segurando a taça do título. Esse período o jogador era o camisa 10 da seleção, um número que não era bem o estilo de seu jogo, que era focado em marcação.

Mesmo com toda essa pressão a Argentina ainda é favorita para os dois jogos, e tem um elenco muito respeitado. Resta saber se todo esse histórico da seleção vai ajudar na hora das decisões, e os argentinos conseguiram ir para a Copa do Mundo.

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Victor Gabriel

Estudante de jornalismo na Universidade Nove de Julho, 23 anos, torcedor e amante de futebol nacional e internacional. Falar sobre esporte é uma coisa que eu sempre tive vontade, tentando mostrar a importância de uma boa administração dos clubes e trazendo novidades sobre esse esporte que todos amamos, o futebol.
Como admirador do futebol, meus ídolos sempre honraram a camisa 10, símbolo maior deste esporte. Estádio sempre lotado e torcida gritando, esse é o verdadeiro modelo de futebol ideal em qualquer país. Não vi Pelé jogar, nem Zico, mas assisti Cristiano Ronaldo e Messi, a maior rivalidade dentro do esporte.