Academia de Alcochete
Elementos das Guarda nacional republicana, entram na Academia de Alcochete

O futebol é um mundo de espectáculo mas, hoje em dia, é nada mais que um terror. Faz parte da nossa cultura e é uma paixão, contudo com os atos de violência tem afastado muitas pessoas dos estádios que preferem ver os jogos na televisão.

Essas têm medo de assistir a um jogo, levar os seus familiares e, sobretudo, crianças pois a qualquer instante pode acontecer algo inesperado. Não quer dizer que isto não se tenha verificado antes, mas com tanta regularidade, se calhar não.

É um desporto sem dúvida que arrasta multidões, desencadeando paixões, ódios, mil e um sentimentos entre adeptos e toda a estrutura do futebol. Mas é graças a esses que o futebol é várias vezes um horror.

Este terror acontece antes, durante e depois dos jogos, o que acaba por produzir uma enorme tensão nos jogos exigindo muito reforço policial substancialmente nos dérbis e clássicos, mas também, muito mediatismo.

Recentemente aconteceu algo lamentável, a invasão de membros afetos ao Sporting que vandalizaram o balneário e violentaram brutalmente jogadores e elementos da equipa técnica. Depois do sucedido, surgiu de imediato nas redes sociais e nos órgãos de comunicação social a fotografia de Bas Dost ferido na cabeça, que foi agredido.

São esses que se intitulam de adeptos e que vestem a camisola, mas isso não são indivíduos apaixonados pelo clube. Estão apenas a destruir a mística do futebol. É comum, agora, que em qualquer derrota ou resultado menos favorável haja agressões a dirigentes, jogadores e equipa técnica.

A culpa não é só das claques, mas sim, de jogadores, treinadores, árbitros e dirigentes de comunicação, que muitas vezes, alimentam a polémica que decorre nos jogos. As claques são os expoentes máximos da violência. A paixão cega pelo seu clube, o apoio incondicional são algumas das atitudes que nada favorece este espectáculo.

A violência está presente tanto a nível físico como psicológico, como por exemplo, através das palavras.

As pessoas têm que ser responsabilizadas pelos atos que cometem e punidas severamente. Tem que ser tomadas medidas drásticas para que o futebol seja vivido com muita emoção, mas principalmente sem violência nem atos de puro terrorismo.

Texto: Vanessa António

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