Entrevista exclusiva a Ricardo Pessoa
Fonte: Algarve Informativo

O início no futebol / Internacional por Portugal nas camadas jovens

Por influência do pai e do restante ambiente familiar iniciou-se no futebol aos 9 anos jogando no clube da terra natal: Estrela de Vendas Novas. O talento de Ricardo Pessoa não passou despercebido ao Vitória de Setúbal e aos 13 anos mudou-se para este histórico do futebol português. Em 2 anos chegou a capitão das camadas jovens do emblema sadino. Foi lançado na equipa sénior por Jorge Jesus. Era suplente de Paulo Ferreira, um amigo para a vida com quem aprendeu muito.

Jogou nas camadas jovens da selecção portuguesa com Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Bruno Alves, entre outros. Em 2004/2005 venceu a Taça de Portugal pelo clube sadino. Na época seguinte transferiu-se para o Portimonense e o resto é história.

Tornou-se o jogador com mais jogos pelo clube algarvio (426). É o jogador com mais jogos e minutos da II Liga dos últimos 20 anos. Sendo o defesa com mais golos nesse mesmo período. É o jogador mais utilizado de sempre na Taça da Liga.

Numa grande entrevista Ricardo Pessoa fala de tudo. Do início, da paixão pelo futebol com os seus amigos de Vendas Novas. Dá passagem por Setúbal e toda a gente que o marcou. Fala da experiência de representar Portugal. Da experiência no Moreirense, que afirma ser um clube exemplar na sua organização.

Mas o maior destaque vai para todo o legado que construiu no Portimonense. Os treinadores e colegas que o marcaram mais. Os momentos das subidas e descidas de divisão e o amor que sente por este clube.

Lança ainda um olhar ao futuro do seu clube e assume que vai trocar os relvados por um lugar na estrutura do Portimonense. Termina falando no ressurgimento do futebol sénior do Estrela de Vendas Novas.

Uma grande entrevista exclusiva ao Linha de Passe. Todos os momentos e sentimentos marcantes da carreira de Ricardo Pessoa serão abordados.

O início no futebol

“Nós perdíamos sempre por muitos, mas a alegria que tínhamos por poder entrar em campo, estar juntos, as viagens, era fantástica.”

Linha de Passe: Boa Tarde Ricardo!
Ricardo Pessoa: Boa Tarde!

LP: Muito obrigado por ter aceite o nosso convite. Antes de mais queremos fazer uma análise aos seus primeiros passos como jogador de futebol. Como se iniciou a jogar futebol? Quantos anos tinha? Quais são as suas primeiras memórias?
RP: As memórias tenho são desde o início. Sempre vivi com uma bola ao pé de mim. Lembro-me desde pequeno de jogar futebol, na altura não era jogar futebol, era jogar à bola. Comecei em torneios de futsal em equipas do meu pai, uma equipa com quase sempre os mesmos jogadores, uma equipa familiar

LP: Sempre teve uma forte presença familiar que o ajudou a ter o gosto pelo futebol?
RP: Sim, sim. O meu pai, o meu irmão, primos, tínhamos todos esse gosto particular. No futebol foi com 9 anos no Estrela, ainda não tinha idade suficiente para o escalão. Mas fomos todos colocados na equipa de infantis do Estrela de Vendas Novas.

LP: Em março de 2015, em Vendas Novas, no 1º Fórum de Formação Desportiva disse que quando era pequeno começou a jogar futebol federado e a sua equipa perdia sempre e por muitos, mas que tinham uma enorme paixão pelo jogo. Até que ponto a paixão pelo jogo é essencial à carreira de um jogador?
RP: É o ponto mais fulcral. O futebol não é só dinheiro. É preciso ter paixão por aquilo que se faz. Eu continuo a dizer que sempre tive paixão pelo futebol e é algo que dificilmente deixará de existir. E nós quando estamos no futebol podemos juntar o útil ao agradável. É preciso ter gosto por aquilo que se faz. E não falo só de jogar futebol, falo de todas as áreas envolventes no futebol. Hoje em dia o futebol desperta tanta paixão, que hoje qualquer pessoa fala de futebol num canal televisivo. Eu acho que não há nenhum jogador que jogue à bola só pelo dinheiro.

LP: Recorda com saudade os tempos na formação do seu clube da terra, Estrela de Vendas Novas?
RP: Obviamente que sim. Falamos há pouco de um episódio que você trouxe para esta entrevista. E era precisamente nesse 1.º ano que nós nos iniciamos nesse escalão, com uma idade bastante abaixo. Para alguns de nós era a primeira experiência no futebol de onze. Nós perdíamos sempre por muitos, mas a alegria que tínhamos por poder entrar em campo, estar juntos, as viagens, era fantástica. Hoje quando penso é a primeira memória que tenho. Na altura não havia relvados, não havia tantas condições de equipamento. Não há ninguém que esteja no futebol que não se recorde como foi o seu início.

Internacional por Portugal nas camadas jovens

“Recordo que nesse jogo os nossos extremos eram o Cristiano Ronaldo e o Quaresma.”

LP: O Ricardo foi internacional nas camadas jovens. Estreou-se nos sub-21 num jogo frente à Noruega em Abril de 2003, na Guarda, numa equipa onde já pontificava Cristiano Ronaldo. Foi para si um orgulho representar Portugal? Que recordações tem de Cristiano Ronaldo?
RP: Nessa altura foi a primeira internacionalização. Já tinha sido internacional noutros escalões, não era uma novidade para mim. Mas ser internacional sub21 é um escalão com mais visibilidade, é estar a um passo do escalão principal. Sabemos que são poucos os que conseguem lá chegar. Para mim tornou-se importante. É currículo, é representar o nosso país de nascença, cantar o hino. Tínhamos uma grande equipa. Onde estava o Cristiano Ronaldo que era dos mais novos. Mas tínhamos muitos outros de grande qualidade como o Quaresma, o Carlos Martins, o Bruno Alves, Ricardo Costa, Hélder Postiga, Makukula. Recordo que nesse jogo os nossos extremos eram o Cristiano Ronaldo e o Quaresma.

Fique atento porque durante os próximos dias publicaremos a entrevista exclusiva com Ricardo Pessoa na íntegra…

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