Todos nós, amantes de futebol, temos uma equipe que marcou nossas vidas. Seja do nosso próprio time, ou do rival. Seja no Brasil, ou na Europa – até mesmo algumas seleções que marcaram época, por que não?

Com um quarto de século vivido, consigo dizer dezenas de esquadrões que, de alguma forma, ficaram em minha memória. Em terrenos tupiniquins, por exemplo, tivemos o Palmeiras de 1999 e 2000; o Corinthians dos mesmos anos; ou até mesmo o Santos de 2012 com Neymar, Ganso e companhia.

Lá na Europa foi possível assistir ao Arsenal de 2003-2004, comandando por Arsene Wenger e que contava com Henry, Pires, Bergkamp e todos que marcaram aquela geração gunner com um título invicto da Premier League. Na Espanha tivemos os galáticos do Real Madrid: Zidane, Ronaldo, Raúl, Roberto Carlos, Beckham, Figo, Owen e Casillas. Até hoje não foi possível ver tanto craque reunido, como Florentino Pérez conseguiu reunir naquele Real.

Ainda em território hispânico, poderia citar algumas gerações do Barcelona que marcaram época, mas vou ficar em duas. Primeiro, a comandada pro Frank Rijkaard, que tinha alguns bons nomes, como Deco, Giuly, Puyol e etc, mas contava com um craque, um fora de série, dos que eu assisti – no auge – mais jogou bola: Ronaldinho Gaúcho.

Entretanto, a geração seguinte talvez tenha sido o melhor time que já assisti. Aquele time de Pep Guardiola, com alguns craques, mas principalmente Messi, Xavi e Iniesta, jogava como música. Atropelava seus adversários, tinha bola para golear qualquer um. Fazia qualquer oponente parecer criança correndo atrás da bola, no famoso tik-taka.

Bom, eu poderia ficar horas e horas escrevendo sobre times que marcaram minha vida – ou até mesmo aqueles que foram históricos, mas não tive o prazer de assistir. Esses diexamos para que outros colunistas falem.

Esta é apenas a introdução à nossa série de “Equipes da minha vida“. E agora vou escrever um pouco sobre uma geração da seleção brasileira que marcou minha Meu foco aqui não será alguma dessas equipes, mas uma geração da seleção brasileira que viveu seu auge em 2006 – ou deveria ter sido.

Brasil 2006

Em cima: Dida, Lúcio, Juan, Gilberto Silva, Juninho e Cafú; Em baixo: Ronaldinho, Zé Roberto, Roberto Carlos, Kaká e Ronaldo.

Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho; Adriano e Ronaldo. A trinca Kaká, Ronaldinho e Adriano em seu auge, e Ronaldo Fenômeno ainda jogando muita bola – como sempre fez.

Emerson passando a segurança que o meio-campo precisava, enquanto Zé Roberto era um exímio segundo volante, que fazia a ligação entre defesa e ataque.

Nas laterais, os melhores do mundo em suas posições: Roberto Carlos e Cafú. Lúcio ainda não era o grande zagueiro que foi, quando atuou pela Inter de Milão, mas já era muito respeitado. Juan, em seu auge, sempre muito sólido.

Além desse elenco fenomenal, eles funcionavam muito bem como um time, em conjunto. Foi assim que conquistaram a Copa das Confederações 2005 de forma avassaladora, atropelando a Argentina por 4-1 na grande final.

Veja os melhores momentos do espetáculo protagonizado por Kaká, Ronaldinho, Adriano e Robinho, quem foi titular naquela Copa das Confederações, que não contou com Ronaldo:

Do que eu assisti e lembro, esta foi a melhor atuação da Canarinho, mesmo não sendo Copa do Mundo. Uma final, contra a maior rival – que também possuía uma boa geração – e ganhando com a facilidade que foi. Jogando fácil, bonito, para frente. Como Brasil.

No entanto, as coisas fugiram um pouco do controle na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. O que era para ser o auge daquele time, acabou não funcionando assim. Uma preparação que pareceu pouco comprometida, de um time que acreditou que poderia ganhar de qualquer um quando e como quisesse.

Foram assim até às quartas de final. Classificaram na primeira colocação, em um grupo com Croácia, Austrália e Japão. Nessa fase, somaram sete gols marcados e apenas um sofrido.

Nas oitavas, enfrentaram a surpresa Gana e também passaram sem dificuldades: 3 a 0 com um show de Ronaldo Fenômeno, na partida em que ele chegou a marca de 15 gols em Copas do Mundo, tornando-se o maior goleador da história da competição, até então.

Quando chegou a vez de enfrentar uma seleção de respeito e que estava preparada para tal, não aguentaram. Foi contra a França, em Frankfurt, numa partidaça de Zinedine Zidane e onde o ataque brasileiro foi completamente anulado. 1 a 0 para Les Bleus, com gol de Thierry Henry.

Foram os últimos suspiros do grupo campeão do mundo em 2002, com algumas novas peças e outros em fases ainda melhores. Desde então, tivemos gerações valiosas, mas nunca tão brilhante – seja pela falta de material humano, ou de um técnico para organizar tudo.

Atualmente, estamos acompanhando o trabalho feito por Tite, que começa a colocar a seleção nos eixos novamente. Fazendo uma geração que, apesar de talentosa, sempre foi muito questionada, cair nas graças do povo brasileiro.

Agora é com você, deixe aí nos comentários: Qual equipe marcou sua vida e por quê?

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