Márcio Sousa - campeão europeu sub-17 por Portugal em 2003

Márcio Daniel Ribeiro de Sousa. Este nome dirá pouco à grande maioria dos adeptos do futebol. Mas precisamente há 15 anos (a 17 de maio de 2003), este jogador contribuiu de forma preponderante para uma das páginas mais bonitas da história das selecções nacional jovens.

Em Viseu, disputava-se a final do Campeonato da Europa de sub-17. O adversário de Portugal era a Espanha, que tinha uma equipa fortíssima, liderada por José Manuel Jurado, então um dos médios mais promissores do Real Madrid, e David Silva, atual avançado do Manchester City. No banco de suplentes de “nuestros hermanos” estava o antigo guarda-redes do Benfica, Roberto. Do lado português uma das grandes figuras chama-se Miguel Veloso, enquanto João Moutinho era… suplente.

Mas não foi nenhum destes jogadores a decidir a final. O papel de herói foi desempenhado por Márcio Sousa. Este médio, que na altura representava o FC Porto, foi o autor dos dois golos que permitiram a Portugal vencer a Espanha (2-1) e sagrar-se campeão da Europa de sub-17. Mas o futebol, tal como a vida, dá muitas voltas. Márcio Sousa nunca conseguiu confirmar as elevadas expectativas que motivaram elogios por parte de José Mourinho e que lhe valeram mesmo a alcunha de “Maradona”.

Mais três campeões europeus sub-17 que não chegaram à Primeira Liga

Depois daquele momento mágico, a carreira de Márcio entrou numa espiral descendente. Emprestado pelo FC Porto ao Sp. Covilhã, passou depois por Vizela, Rio Maior, Nelas, Penafiel, Esmoriz, Tondela, Farense, Lusitano de Vila Real de Santo António, Limianos e Moncarapachense, onde aos 32 anos ainda joga. Onde Márcio Sousa nunca jogou foi… na Primeira Liga. Ele e mais três futebolistas daquela selecção campeão da Europa de sub-17, treinada na altura por António Violante: Paulo Freitas, Paulo Ricardo e Tiago Costa.

Texto: José Manuel Paulino

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