Olhando para o passado histórico da competição, é fácil perceber o motivo pelo qual existem candidatos designados como “crónicos favoritos”. Em 20 edições, Brasil (cinco vezes campeão) e Alemanha (quatro) saltam à vista como os principais candidatos, somando nove títulos. A Canarinha, com Neymar e Philippe Coutinho à cabeça e a Mannschaft, de Müller, Kroos e Özil, são as grandes favoritas ao título de Campeão do Mundo, na Rússia.

Espanha, campeã em 2010, é também uma das seleções mais temidas, com um sem número de estrelas de renome a atuar nos maiores tubarões europeus. Se juntarmos o bicampeonato europeu, nas edições de 2008 e 2012, a La Roja conquistou um estatuto que lhe confere favoritismo claro à vitória final. Podemos, portanto, afirmar que Alemanha, Brasil e Espanha são os 3 principais favoritos, não obrigatoriamente por esta ordem.

Mas não fica por aqui a lista dos países a ter em conta. Desde logo, numa segunda linha de candidatos, surge a Seleção das Quinas. Atuais Campeões Europeus e com uma equipa em processo de renovação, com as entradas de Bernardo Silva ou Gelson Martins, à qual junta a experiência do 5 vezes Melhor Jogador do Mundo Cristiano Ronaldo, assim como de Pepe, Rui Patrício ou João Moutinho, Portugal tem legítimas esperanças na competição.

A França, com Griezmann, Pogba ou Mbappé é também uma das equipas mais fortes. Depois de o fazer em 1998, a Seleção Gaulesa procura voltar a erguer a Taça FIFA. Também a Argentina é uma equipa a ser observada de muito perto. Desde logo porque a Alviceleste conta com o génio de Messi, mas também com Dybala e Aguero. Apesar de algumas limitações a nível defensivo e com a lesão que afasta o titular Sergio Romero das redes, o país das Pampas é outro dos candidatos a conquistar o terceiro título de Campeão do Mundo.

As Seleções da Croácia, Bélgica ou Inglaterra, surgem, também, a correr por fora na corrida ao troféu. No entanto, dado o valor de todos os planteis selecionados, com nomes como Modric, De Bruyne ou Kane, não será de admirar que qualquer uma destas surja nas decisões finais da competição. De referir, ainda, que os ingleses somam vitórias nos últimos Mundiais de Sub-17 e Sub-20, assim como no Europeu de Sub-19, sendo um dos países a ter em conta em competições futuras.

Já o Egipto recebe, também, alguns dos focos de atenção. Não porque os Faraós se tratem de um dos favoritos à conquista da competição. Mas sim porque conta nos seus quadros com um dos principais candidatos à Bola de Ouro de 2018. Falamos de Mohamed Salah, atualmente a fazer uma excelente temporada ao serviço do Liverpool.

O futebol já provou inúmeras vezes que está longe de ser uma ciência exata. E na análise aqui feita, esta é a única certeza que se pode retirar. Ainda assim, se recorrermos às casas de apostas, podemos observar que as probabilidades calculadas são um tanto quanto semelhantes às referidas no artigo, maioritariamente nos principais candidatos.

Alemanha e Brasil surgem como os principais favoritos, com odds a rondar os 5.50 (trocando por miúdos, por cada 1€ apostado, o prémio em caso de vitória é de 5,50€). Depois, Espanha e França são as equipas com probabilidades “secundárias”, se assim as podemos distinguir, ambas com uma média de 7,50€. Argentina, Bélgica, Inglaterra e Portugal são as restantes vistas como possíveis vencedoras, embora as últimas duas com valores já mais elevados (médias de 18€ e 23,5€, respetivamente).

Já o “Observatório do Futebol” realizou uma análise, onde, apesar de os principais candidatos serem os mesmos suprarreferidos, a ordem conta com bastantes alterações. A análise consistiu numa combinação de jogos realizados por cada atleta, relacionado com a valia de cada clube representado. No Top 10, destaque para a Espanha que ocupa o lugar cimeiro, Alemanha que ocupa “apenas” o quarto lugar, Portugal na nona posição e a Seleção da Suíça, que fecha a classificação dos 10 primeiros.

De referir, ainda, as ausências de Itália, Chile e Holanda. A Seleção Italiana fica de fora da competição, 60 anos depois da última ausência. A Squadra Azurra conquistou a competição, por quatro vezes (1934, 1938, 1982 e 2006) e é a principal ausente. Chile, vencedor das últimas duas edições da Copa América (a última relativa às celebrações dos 100 anos da CONMEBOL), surpreendeu o mundo do futebol ao não garantir a qualificação. Já a Holanda, após ter sido finalista vencido em 2010 e do terceiro lugar conquistado no Brasil, frente ao país da casa, em 2014, também está fora da fase final da competição.

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