Seleção de Portugal
Fonte: maisfutebol.iol.pt

Pela primeira vez Portugal entra num Mundial com o rótulo de vencedor, alcançado através da conquista do Campeonato da Europa em 2016, o que aumenta a sua responsabilidade na prova. Ainda assim, olhando para a lista de candidatos, será precipitado dizer que parte com um dos grandes favoritos. Olhando para factos históricos, apenas por duas vezes o campeão europeu conquistou o Mundial seguinte, como foram os casos da Alemanha Ocidental (1972 e 1974) e, do próximo adversário da seleção lusa, a Espanha (2008 e 2010).

Começando pelos espanhóis, na análise ao grupo de Portugal nesta competição, encontramos uma seleção que procura reerguer-se depois de um Mundial e Europeu anteriores bastante aquém das expetativas, após o período dourado do futebol Espanhol, marcado pelo famoso estilo do “Tiki-Taka”. No comando técnico espanhol está Julen Lopetegui, um homem com passagem recente pelo FC Porto e, portanto, conhecedor do nosso futebol, para além provas dadas na seleções jovens de Espanha. Após período menos conseguido, com o esgotamento do estilo de jogo que tantas alegrias deu aos “nuestros hermanos”, a seleção espanhola parte para a Rússia com ideias reformuladas e tem dado sinais de que avança com uma das favoritas à conquista da competição. A disputa do 1ª lugar do grupo B irá, à partida, ser disputada entre os dois vizinhos ibéricos.

Sem grandes figuras conhecidas do grande público surge o Irão, ainda assim orientado por um nome bem familiar dos portugueses, Carlos Queiroz. A seleção Iraniana já vem habituando-se a estas andanças de Campeonatos do Mundo, sendo esta a sua 5ª participação na prova, falhando apenas uma presença nos últimos 4 Mundiais. Não primando pela grande qualidade individual, é uma seleção que tem vindo a ser muito bem orientada pelo técnico português, que desde 2011 tem solidificado o seu projeto no país com resultados visíveis e que, fazendo uso do seu profundo conhecimento do nosso futebol, não irá com certeza conceder facilidades a Portugal.

Por último, aparece Marrocos como a equipa que aparece mais bem cotada para se intrometer entre os dois grandes “tubarões” do grupo, posicionando-se como uma das melhores seleções africanas da atualidade e com valia individual superior ao Irão, destacando-se nomes com visibilidade na europa do futebol, casos de Bentatia, Zyech e outros até conhecidos do público lusitano, exemplos de Mehdi Carcela (ex-Benfica) ou Manuel da Costa, que reencontra o nosso país, ele que é um internacional sub-21 português que se veio a naturalizar por Marrocos.

Não se espera um grupo fácil de ultrapassar para a turma das quinas, apesar do natural favoritismo partilhado com Espanha, que defronta já no próximo dia 15, a contar para o primeiro encontro da fase de grupos. Que a bola comece a rolar!

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Tomás Brázia
Tenho 22 anos, sou Licenciado em Ciências da Comunicação e desde cedo que me interessei por futebol. Comecei a acompanhar a modalidade por influência do meu avô, que me levava ao estádio, e a partir dessa altura sempre segui atentamente, tanto o futebol nacional como internacional. Tenho várias equipas referência, que influenciaram a minha visão do jogo ao longo do tempo, sendo a primeira de todas o Arsenal de 2004, que ficou conhecida como “Os Invencíveis”. Contudo, aquela que mais me marcou pessoalmente foi a geração Tiki Taka, que brilhou tanto no Barcelona como na Seleção Espanhola. Na minha opinião, o segredo para o futebol ser uma modalidade tão apaixonante passa pela sua simplicidade nas regras, o que o torna num jogo tão emotivo e imprevisível, sendo talvez aquele onde há espaço a maiores surpresas e onde é mais possível combater a desigualdade de forças entre duas equipas. A escrita é a forma em que me sinto mais confortável para discutir e analisar futebol, que para além dos fatores anteriores que apontei, também é a modalidade que suscita maior pluralidade de opiniões, o que acaba por enriquecer o debate em torno do jogo.