E agora como é que eu vivo nas tardes de Domingo, sem Zico, sem Zico“. Um quase hino da torcida flamenguista, na verdade é uma das homenagens que foram feitas para o maior jogador da história do Flamengo, Zico.

Com o passar dos anos o ídolo vive um misto de vários sentimentos que vão além dos títulos. Imagine você ser lembrado na história de um clube, por um título ou um lance polêmico, agora multiplique isso por 100, talvez esse seja o cálculo perfeito para descrever um ídolo.

De maestro a compositor de sua própria história, sendo lembrado por diversos momentos vestindo o manto sagrado. O Domingo já não será o mesmo se você não estiver lá, como diz na música feita para Zico, expressa bem o sentimento do torcedor para com seu ídolo.

Pelé
Pelé, o maior de todos os tempos no Santos.

O Rei Pelé

Como não falar do maior, do ser extraterrestre, da lenda, Pelé foi o maior jogador que já pisou nos gramados do futebol. É com emoção que descrevo nessas pequenas linhas o grande amor que é falar desse jogador.

Não vi Pelé jogar, uma das tristezas que acumulei no futebol, mas me sinto orgulhoso quando ainda vejo manchetes exaltando a grandeza desse gênio. O 10 da seleção de 70 foi simplesmente um exemplo fora e dentro de campo de como ser um atleta.

Não são só os números que o colocam nesse patamar, Pelé foi um grande ídolo de diversas torcidas. Talvez o futebol tenha lhe dado a oportunidade de ser algo maior que um jogador, um exemplo de caráter e humildade, segredo para quem quer se tornar um ídolo por gerações.

As palavras que colocamos nesses pequenos parágrafos trazem a seguinte questão, como ser lembrado no meio de tantos? Existe algo que possa fazer alguém ser mais ídolo que outro jogador, um ídolo unânime?

Socrates
Socrates, gênio fora e dentro de campo

O Doutor Socrates

Se eu pudesse responder diria sim, e diria Socrates. Nada vai apagar a história desse jogador com a camisa do Corinthians, mas o Doutor Socrates como era chamado, foi além de um grande jogador, um ídolo universal, de todas as torcidas.

Não foi só com sua elegância em campo que fez com que outros torcedores gostassem de sua figura, mas foi com suas palavras e suas posições que o jogador do Corinthians ganhou diversos simpatizantes.

A representatividade que Socrates teve no futebol, além da Democracia Corinthiana, é um caso de se espelhar dentro do futebol. Mostrar a cara para falar sobre diversos assuntos o fez um homem do povo, com uma identidade que transcendia o futebol, e fazia com que as pessoas o admirassem por sua postura perante a sociedade.

Não existe fórmula para um jogador se tornar ídolo, mas sua postura e seu caráter são pontos a serem levados em consideração na hora de tal escolha. Esse talvez seja o principal motivo para o número de ídolos terem sido reduzidos.

Muitos jogadores vivem em uma bola de compromissos e seguem as regras do jogo sem perceber que estão virando um produto e perdendo sua identidade. Esse talvez seja o principal indicio de um desaparecimento do número de jogadores diferenciados nas equipes.

Cristiano Ronaldo
Atacante do Real Madrid, Cistiano Ronaldo, ídolo do clude de Madrid

O ídolo da era moderna, Cristiano Ronaldo

Vamos usar como referência Cristiano Ronaldo, contestado por muitos e até por torcedores do Real Madrid, seu exemplo de atleta e sua postura de estar sempre tentando bater metas e recordes o colocariam facilmente como um ídolo universal.

Mas até o português sofre com a nova visão de um ídolo, que não busca mais saber a importância de um atleta em um determinado esporte, mas sim sua vida particular. É claro que Cristiano ainda com todos esses holofotes voltados em sua vida pública, continua superando limites dentro dos campos, mas a procura por outros assuntos em sua carreira faz o atacante perder essa visão restrita para com o futebol, e o coloca distante do verdadeiro segmento.

Mesmo sem saber o tamanho verdadeiro de um ídolo, sabemos que eles sempre vão estar em uma parte muito privilegiada na história do futebol. Questionados e amados, mas sempre no coração do verdadeiro torcedor.

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Victor Gabriel

Estudante de jornalismo na Universidade Nove de Julho, 23 anos, torcedor e amante de futebol nacional e internacional. Falar sobre esporte é uma coisa que eu sempre tive vontade, tentando mostrar a importância de uma boa administração dos clubes e trazendo novidades sobre esse esporte que todos amamos, o futebol.
Como admirador do futebol, meus ídolos sempre honraram a camisa 10, símbolo maior deste esporte. Estádio sempre lotado e torcida gritando, esse é o verdadeiro modelo de futebol ideal em qualquer país. Não vi Pelé jogar, nem Zico, mas assisti Cristiano Ronaldo e Messi, a maior rivalidade dentro do esporte.