Há um tempo atrás éramos acostumados a ir aos estádios e vê-los lotados de torcedores fanáticos, amantes dos times. Chegava a ser engraçado, quando o atacante perdia um gol, existiam pessoas que ficavam roxas de tanto que “elogiavam” o jogador. Mas também, quando a bola ia para o fundo das redes, a meu amigo, até lágrimas escorriam.

Emoções distintas e que unem torcedores com jogadores. Em uma partida decisiva, quando o estádio está lotado a chance do time jogar com mais raça é muito maior. Porque a vibração e a energia daqueles que estão nas arquibancadas ultrapassa qualquer grade. Os alambrados cheios e os rostos pintados fazem com que uma bola chutada para a lateral seja uma jogada triunfal.

Um jogo de futebol nunca é apenas uma simples partida. As lágrimas escorrem, não importando a idade. Pessoas desconhecidas se abraçam e tornam-se melhores amigas. O jogador que faz o gol, vira ídolo e é defendido com unhas e dentes. A cantoria nos estádios engrandece a festa e faz com que até uma noite fria e chuvosa se torne encantadora.

O velho Maracanã, maior templo do futebol, lotado

Infelizmente nem sempre os chamados “templos” de futebol estão lotados, alguns que possuem capacidade para 15 mil pessoas, tem uma média de público de quatro mil. Talvez pela comodidade de assistir à partida pela televisão ou por não poder mais beber uma cerveja dentro dos estádios. Ou quem sabe o valor dos ingressos e até mesmo a queda de qualidade do futebol. Se sairmos as ruas e perguntarmos, algumas dessas respostas serão citadas, não é de se tirar a razão, são até pontos verdadeiros. Mas e a solução para mudar isso, qual seria?

Os que já vivenciaram estes momentos não podem deixar que isto morra, os clubes não podem pensar em somente lucrar com os ingressos caríssimos, os atletas precisam se aprimorar. Não é do dia para a noite que um estádio vai encher, mas a consciência de que o futebol nas arquibancadas tem diminuído, isso sim precisa acontecer já!

Aquele que presencia uma emoção em qualquer que seja o estádio, jamais vai esquecer. Até porque, o que pulsa nas veias de um torcedor é algo que não existe explicação, alguns chamam de loucura, já quem entende, chama de paixão!

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Carolina Corazza

Jornalista formada, nasci no meio do esporte, pra ser mais exata, do futebol. Filha de ex-jogador, desde que me conheço por gente este é o assunto mais falado lá em casa. Encontrei no jornalismo a paixão pela comunicação e a oportunidade de escrever sobre algo que vai além de um simples esporte, o futebol. Trabalhei na Band FM, tive uma passagem pele TV Record, além de ter uma coluna esportiva em um site de Florianópolis. Produzi um documentário sobre o, até o momento, maior artilheiro do estádio da Ressacada, Décio Antônio. Sou feliz em escrever sobre futebol e espero que vocês sejam lendo este espaço!