Samir Nasri - Manchester City
Nasri representou o Manchester City

No início do presente mês, terminou o prazo de inscrição na Liga NOS de jogadores provenientes de outros clubes – o chamado mercado de transferências. No entanto, as equipas podem ainda reforçar os respetivos plantéis com atletas sem contrato, tal como fez o Benfica em 2014/15. Nessa época, já após o fecho do defeso, chegou a Portugal um jogador que viria a tornar-se uma referência no campeonato: Jonas. Autor de 122 golos pelos encarnados até à data, o brasileiro é um exemplo perfeito de que nem sempre é necessário puxar do livro de cheques para contratar com selo de qualidade.

Com o fim do defeso deste verão, as equipas portuguesas têm agora a oportunidade de pescar no mercado de jogadores livres, sendo que não faltam opções interessantes para o efeito. Por isso mesmo, simulámos um “onze” com alguns dos melhores exemplos. Nota para o facto de se terem excluído nomes mais sonantes como John Terry, Patrice Evra ou Dimitar Berbatov, que, apesar do reconhecimento internacional, pela idade avançada, seriam apenas soluções a curto prazo.

Onze formado por jogadores livres - verão de 2018
Disponíveis para assinar no imediato, estes jogadores são opções válidas para fazer ajustes de última hora nos plantéis

Przemyslaw Tyton (31 anos) – O guardião polaco esteve em destaque no Campeonato da Europa de 2012, onde roubou a titularidade ao então imprescindível Artur Boruc. Apesar de nunca ter sido um indiscutível no PSV, protagonizou a seguir épocas positivas ao serviço do Elche e do Estugarda. Daí, rumou ao Deportivo, onde nem sempre foi primeira opção. Com a despromoção do Dépor à Liga Adelante, procura agora novas paragens.

Elderson (30 anos) – Entre 2010 e 2013, o internacional nigeriano exibiu-se a bom nível pelo Sp. Braga, onde foi dono e senhor da lateral esquerda. No mercado de janeiro de 2014, transferiu-se para o Mónaco, tendo sido uma opção consistente durante duas temporadas e meia. No entanto, a partir de 2016, vagueou por diversos empréstimos a clubes da Bélgica, Espanha e Turquia, tendo agora terminado o contrato que o ligava aos monegascos.

Florentin Pogba (28 anos) – Formado nas camadas jovens do Celta de Vigo, o central fez várias épocas consistentes em França com as camisolas do Sedan e do Saint-Étienne. Ao serviço deste último, teve a curiosidade de enfrentar o irmão Paul (do Manchester United) num encontro da Liga Europa. Após uma passagem menos feliz pela Turquia, o internacional pela Guiné Conacri procura relançar a carreira.

Serdar Tasci (31 anos) – Outrora visto como um dos centrais mais promissores da Alemanha (a qual representou em 15 ocasiões), terminou contrato depois de cinco anos intermitentes pelo Spartak de Moscovo, com um empréstimo ao Bayern de Munique pelo meio. Antes disso, Tasci tinha efetuado sete temporadas de grande regularidade pelo Estugarda, onde fez toda a formação enquanto jogador.

Lionn (29 anos) – Com passagens por V. Guimarães, Olhanense e Rio Ave, o brasileiro é um dos laterais-direitos no ativo com mais jogos na liga portuguesa. Foi, sobretudo, ao serviço dos vilacondenses que mais se sobressaiu ao longo de sete épocas, tendo cumprido 33 jogos e marcado um golo em 2017/18. Agora, procura um novo desafio para a carreira e interessados não lhe devem faltar.

Balázs Dzsudzsák (31 anos) – É, de há uns anos a esta parte, a principal referência da seleção da Hungria, o que atesta bem a qualidade do extremo. Depois de muitas partidas e golos ao serviço de PSV, Dínamo de Moscovo e Bursaspor, rumou aos Emirados Árabes Unidos para rechear a conta bancária ao serviço do Al-Wahda. Volvidas duas épocas, está de malas feitas e parece decidido a voltar aos palcos europeus.

Dzsudzsák ao serviço da Hungria
Dzsudzsák soma 20 golos em 96 internacionalizações pela seleção da Hungria

Miguel Veloso (32 anos) – Durante o defeso, o nome do internacional português foi associado ao Sporting como possível substituto de William Carvalho. Contudo, até agora, o retorno à casa-mãe acabou por não se verificar. Depois de duas passagens pelo Génova e uma pelo Dínamo de Kiev, estará para breve o regresso ao futebol português?

Denílson (30 anos) – Aquando do ingresso no Arsenal, o brasileiro era visto como uma das maiores promessas para a posição de médio-defensivo. No entanto, após quatro temporadas e meia nos gunners, Denílson não alcançou o nível que lhe auguravam e voltou ao Brasil para representar o São Paulo, tendo realizado mais de 150 jogos ao serviço do Tricolor. Aos 30 anos, já não deverá “explodir” enquanto jogador. Ainda assim, não deixa de ser uma opção interessante para o miolo do terreno.

Samir Nasri (31 anos) – Outra promessa que não atingiu o potencial que lhe era perspetivado, embora tenha chegado a um nível superior em relação a Denílson. Até agora, também fruto de um número considerável de lesões, tem tido uma carreira algo intermitente em clubes como o Marselha, Arsenal ou Manchester City. Na época passada, teve uma passagem mal sucedida pela Turquia, mas, se estiver empenhado e bem fisicamente, tem ainda muito para dar.

Lacina Traoré (28 anos) – Com várias campanhas positivas em clubes romenos, russos e no Mónaco de Leonardo Jardim, o internacional costa-marfinense não teve, porém, grande sucesso nas duas últimas temporadas, nas quais esteve emprestado pelos monegascos a CSKA de Moscovo, Sp. Gijón e Amiens. Apesar de não ser um goleador, o possante avançado (203 cm/96 kg) seria útil em equipas que privilegiam mais o lado físico do jogo, como, por exemplo, o FC Porto de Sérgio Conceição.

Giuseppe Rossi (31 anos) – Um dos casos mais evidentes do quanto as lesões podem afetar a carreira de um jogador. Depois de, ainda muito novo, ter passado pelo Manchester United sem se conseguir impor na formação principal, rumou ao Villarreal. No “Submarino Amarelo”, exibiu-se a um nível que lhe abriu as portas da seleção italiana (que representou em 30 ocasiões), tendo atingido o auge em 2010/11, quando marcou 32 golos em 56 partidas. Se conseguir afastar o fantasma das lesões, é uma opção a ter em conta para a frente de ataque.

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