Rebaixada no Campeonato Brasileiro da Série C de2016, a Portuguesa em dois jogos soma na série D 4 pontos, sendo vice líder do seu grupo que ainda tem o Bangu-RJ, Desportiva Ferroviária-ES e o Vila Nova-MG.

A Portuguesa está vivendo a realidade do terceiro rebaixamento nacional de sua história nos últimos quatro anos: em 2013, caiu da A para a B, em 2014 da B para a C e agora, em 2016, da C para a D. Ainda nesse período, também caiu no Paulistão, da Série A-1 para a A-2. Elite é uma memória quase apagada no time do Canindé.

O sistema de disputa da Série D consiste em 17 grupos de quatro clubes cada. Avançam para a Segunda Fase os primeiros de cada grupo e os 15 melhores segundos colocados, em soma de 32 clubes. A partir desta etapa, a competição é disputada em sistema de mata-mata, com mais cinco fases até a definição do título.

Logo na primeira fase do Campeonato, depois de vitória magra em casa na estreia contra a Desportiva Ferroviária-ES e derrota para o Bangu-RJ em Moça Bonita no segundo jogo, que resultou na demissão do experiente treinador Estevam Soares, que entre 2016 e 2017 dirigiu a Lusa por apenas 12 jogos, para seu lugar a diretoria apresentou no último dia 30, Mauro Fernandes da Silva, 63 anos, passagens por equipes importantes do futebol brasileiro, como Sport Recife, Goiás, Botafogo-RJ, Coritiba, Bahia, Vitória, Santa Cruz, Criciúma, América-MG, Atlético-GO, entre outras. Entre os seus feitos, conquistou o acesso para a Série A do Brasileiro comandando o América-MG em 2010. Em 2008 foi campeão brasileiro da Série C dirigindo o Atlético-GO.

O principal trunfo da Lusa para a Série D é de fato alguns nomes famosos. O principal deles é o do meia, bastante rodado no país Marcelinho Paraíba, que fará dupla com o camisa 10 Leandro Domingues, que foi um dos poucos que teve seu contrato renovado. Além dos dois, os destaques do elenco são o goleiro Ricardo Berna, o volante Tárik e o lateral Thiago Feltri. No inicio do ano, também foram contratados os meio-campistas Jonatan Lima e Jonatas Paulista, o zagueiro Gabriel Santos.

A Portuguesa precisa ter noção do próprio tamanho na Série D. O time tem uma obrigação enorme de subir. Não é preciso recorrer ao passado de Julinho Botelho, Djalma Santos e Brandãozinho. Não é preciso citar os tempos do Rio-São Paulo e da Fita Azul. Não é preciso falar de Enéas, Dener e Leandro Amaral. Não é preciso lembrar do vice-campeonato brasileiro e do time-base da seleção. É possível ter essa noção no próprio torneio, em que a Lusa será protagonista de mais da metade dos jogos televisionados. Está no maior centro do país, com mídia, estádio e torcida. E uma torcida que merece muito respeito:

O acesso é meta, é obrigação, é salvação. No entanto, também não se pode achar que apenas a camisa ou a história farão as coisas acontecerem. Hoje, não podemos negar que a Lusa está até abaixo do patamar de muitas equipes desta competição. Não basta ser grande, mas agir e ser tratada como tal. É preciso saber balancear: a noção do tamanho desse clube praticamente centenário e a humildade por ter se deixado empurrar para essa divisão tão vexatória

Equipes como São Caetano, Santo André, Grêmio Barueri, Ipatinga e Brasiliense jogaram a primeira divisão do Brasileiro na era dos pontos corridos, desde 2003. Todos entraram em queda livre, amargaram a Série D e hoje sequer disputam uma das quatro divisões da competição nacional.

Então, força Lusa!!! Você é grande.

Comentários