Após duas rodadas disputadas na Série D do Brasileirão, o São Bernardo FC é o único clube paulista na liderança do seu grupo. Fundado em 2004, o time participa do torneio pela primeira vez e é o único representante do ABCD paulista nesta edição. Presente nos momentos mais gloriosos, o preparador físico Deivid Marques comentou sobre sua história no Tigre.

«Tenho a sensação de ter voltado para casa, vivi oito anos de muito aprendizado, deixei o clube em 2015, passei pro Rio Preto, Monte Azul e Juventus (como auxiliar do treinador Wilson Júnior), e retornei, em parceria com a comissão técnica, com um planejamento traçado», disse.

Apesar da boa campanha no Nacional, o Bernô foi rebaixado no Campeonato Paulista, após ter conseguido seu melhor desempenho na temporada passada.

«Sabemos como a diretoria trabalha para manter o clube, é triste que tenha acontecido (a queda), mas ficou no passado. Estamos determinados por nosso objetivo atual e quando esta temporada acabar, vamos concentrar nossos esforços para um retorno à elite», destacou.

Parceiro do técnico Wilson Júnior nas últimas temporadas, Deivid conheceu o comandante enquanto ele ainda atuava como goleiro.

«O Wilson sempre se destacou como líder nos grupos em que atuou. Durante o período em que estivemos trabalhando juntos, ele dentro e eu fora de campo, conversávamos sobre o futuro e já havia a ideia de uma parceria. Ele é atualizado e está sempre aberto para discussões visando a mínima probabilidade de erro. Confio no caráter dele e na honestidade que cerca nossa convivência pelo melhor trabalho possível», afirmou.

Sobre a montagem do elenco, que recebeu cinco atletas do Juventus da Mooca, o preparador acredita que as contratações foram feitas pensando na especificidade da competição.

«Cada torneio possui particularidades, o Campeonato Paulista tem um nível técnico elevado, é importante ter um plantel de acordo com o sistema de jogo, mas forte fisicamente. Na Série D, priorizamos os jogadores com experiência em divisões inferiores, o formato de disputa é diferente, intenso e só avança quem consegue conhecer bem os adversários», argumentou.

Esperando que a equipe tenha um crescimento a cada jogo, Deivid também destacou sua metodologia de trabalho, que mescla a novidade com técnicas de vanguarda.

«Meu pai foi preparador físico do Corinthians por 14 anos, eu trabalhei lá por outros cinco tendo ele como referência. Tenho 18 anos de profissão e sigo com métodos de que não abro mão, porém estudo muito e estou sempre atento para incorporar ao trabalho práticas que tenham resultados comprovados. A ciência no esporte pauta muitas situações que não se aplicam totalmente ao futebol, o desgaste pelo número de jogo, o sistema de jogo, a condição de treinos oferecida pelos clubes, a divisão disputada e a região são fatores determinantes e que pesam na preparação física e na fisiologia», concluiu.

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