Chiquinho e Pedro Nuno ajudaram o Moreirense a derrotar o antigo clube
Fonte: Record

A semana que este sábado findou foi pródiga em temas quentes na imprensa desportiva nacional. Depois do despedimento de José Peseiro do comando técnico do Sporting, eis que, no embate inaugural da nona jornada, o Benfica sofre a terceira derrota consecutiva, segunda no campeonato. E, se o desaire no Restelo já tinha surpreendido tudo e todos, a queda da Águia no próprio reduto perante o Moreirense foi um autêntico murro no estômago dos adeptos benfiquistas, murro esse que coloca Rui Vitória em cheque para os jogos que se seguem.

A partida de xadrez entre o técnico dos Encarnados e Ivo Vieira revestiu-se de contornos especiais no que às figuras do tabuleiro diz respeito. É que, se Rui Vitória tem ao seu dispor um dos melhores elencos da Primeira Liga, o timoneiro do Moreirense teve de se contentar com algumas peças descartadas pelo técnico das Águias, tais como Chiquinho e Pedro Nuno. Ambos os atletas faziam parte dos quadros do Benfica até este mercado de verão, tendo inclusive Chiquinho sido contratado em maio passado e feito parte da pré-época com o restante plantel Encarnado.

Porém, no início de julho, as aspirações de ambos em se afirmarem de águia ao peito esfumaram-se. Atento ao mercado a fim de trazer um concorrente para Fejsa no miolo, Luís Filipe Vieira virou-se para um ex-atleta do clube que tinha protagonizado uma época positiva em Moreira de Cónegos: Alfa Semedo. Como argumento para convencer Vítor Magalhães, presidente do Moreirense, a libertar o jovem guineense, Vieira colocou em cima da mesa de negociações o passe de dois jogadores: Chiquinho e Pedro Nuno, claro está. A proposta foi aceite e a dupla fez, assim, as malas para o Minho, com Alfa Semedo a viajar em sentido inverso.

Quatro meses depois, os jogadores dispensados por Rui Vitória no decorrer da pré-época tiveram a sua pequena vingança pessoal – e logo perante uma plateia de mais de 47 mil adeptos em pleno Estádio da Luz. Foram eles que, depois do golo madrugador de Jonas aos 2′, viraram o marcador logo nos 15 minutos seguintes, tendo o colega Loum desferido o 3-1 final que tanta tinta tem feito correr nos últimos dias.

Com esse golpe de teatro, Chiquinho e Pedro Nuno tornaram-se, assim, como que em defensores dos inúmeros atletas que, época após época, são contratados pelos ditos “três grandes” com o intuito de serem emprestados consecutivamente até gerarem algum lucro ou, tal como neste caso, serem negociados como moeda de troca na aquisição de jogadores. Desta vez, contudo, o barato saiu caro: Rui Vitória perdeu o pouco crédito que lhe restava junto dos adeptos e o Benfica deixou fugir três pontos que podem revelar-se cruciais para as contas finais do campeonato.

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