Segunda divisão, duas palavras que antes eram sinônimo apenas de zoação por parte dos torcedores dos clubes grandes hoje é o principal medo de alguns dos times da elite do futebol nacional. O torcedor do Internacional, ilustrado nessa imagem, é um bom reflexo desse novo momento do nosso futebol, a irregularidade pune até os grandes.

Uma série de fatores pode estar atrelada a essa nova perspectiva de algumas equipes, mas como ponto principal de nosso pensamento, existe uma nova percepção que as equipes não estão mais levando o Campeonato Brasileiro como torneio principal do ano. Esse fato é tão bem ilustrado que as equipes que disputam a Libertadores deixam o Campeonato de lado para se focarem exclusivamente no torneio sul-americano.

O reflexo das quedas

Fé, a palavra mais utilizada pelos torcedores que estão vivendo esse período de tristeza do clube

A principal imagem do clube mais afetado por essas quedas é o Vasco da Gama. Uma diretoria totalmente perdida, um clube sem identidade e um elenco sempre montado ás pressas, com jogadores que simplesmente não correspondem a grandeza do clube, que já foi campeão da Libertadores e que teve um dos melhores elencos do pais no final da década de 90.

O processo de reestruturação é tão complexo que ainda hoje, depois de 3 quedas, o Vasco ainda busca se encontrar não só no Campeonato Brasileiro mas também na sua própria identidade de clube grande. Isso está muito evidente até no começo do ano, quando o clube era apontado para cair novamente para a Série B.

Os que nunca caíram

Os últimos sobreviventes da Série A

Se existir algo que esses 5 clubes podem se orgulhar é de nunca terem jogado a Série B. Não se sabe ao certo a fórmula, mas essas equipes mesmo passando por diretorias conturbadas, sempre conseguiram sair dessa situação.

Alguns pontos a destacar que talvez façam essas equipes serem mais resistentes é o fato de mesmo essas equipes estando na zona de rebaixamento, as respostas desses times nessas situações sempre foram rápidas.

A volta por cima

O Corinthians em mais uma vitória na Série B

O outro lado da queda é o ressurgimento. Essa é a visão do Corinthians após a sua volta para a elite, o time do Parque São Jorge além de subir, conseguiu não só trazer jogadores comprometidos com a proposta do novo clube, mas também provou que é possível voltar mais forte de uma queda.

A equipe conquistou não só o respeito dos seus adversários, mas escreveu o nome do clube na história no continente ganhando a Libertadores. A resposta foi tão positiva que a queda foi esquecida e hoje é lembrada como o ponto de partida de uma nova era para a equipe.

O time que se perdeu

Rogério Ceni como treinador do São Paulo

Dentre as equipes fortes do cenário nacional que lutam para não cair, o São Paulo é a que mais preocupa. De todos fatores que uma equipe precisa para cair o tricolor mostra muitos pontos, troca de técnico, perda de jogadores, diretoria confusa e péssimos resultados em casa. Exemplo de diretoria nos tempos gloriosos, o time da capital apresenta uma fragilidade no setor que antes era intocável.

A grande virada pode acontecer no segundo turno, mas a equipe paulista já vem dando indícios de um período muito oscilante. A falta de títulos e as constantes quedas em torneios podem afetar o elenco também ao decorrer do ano, nesse caso as derrotas para Defensa y Justicia e Cruzeiro, mostra bem esse período.

Mesmo se o São Paulo não cair, de novo um grande está na zona do rebaixamento, provando que não existe mais o termo TIME GRANDE NÃO CAI. A expressão que antes era usada para exaltar o poder dessas equipes, hoje é lembrada como um período de glórias que ficou no passado.

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