Rui Pedro

Sonham com o estrelato nas quatro linhas, mas até lá ainda há muito para ser jogado.

Quis o destino que assim fosse, que estas jovens promessas lutassem ainda mais por um lugar de destaque num grande plantel. Nem sempre tudo corre como esperado, e neste jogo de grandes, ou vences ou és vencido. Neste caso a palavra ideal é crescimento. Crescer para mais tarde singrar. O talento não chega e, por vezes, as lesões e a forte competição existente dentro do plantel, tornam tudo mais difícil. Ficar no banco durante 90 minutos não agrada a nenhum futebolista e a solução passa pelo empréstimo ou até mesmo mudança definitiva de clube.

Os que ainda não vingaram

No futebol português são vários os jovens jogadores que passam por cenários semelhantes. Alguns conseguem evoluir, outros perdem-se e até acabam por desistir da carreira. É necessária uma grande força mental para lidar com tudo o que passa ao redor. A pressão e as notícias menos agradáveis na comunicação social não ajudam nestas situações. Até uma mudança para um clube de maior dimensão pode ser fatal, tal como aconteceu ao jogador Renato Sanches aquando da transferência do Benfica para o Bayern de Munique. O jogador era uma das grandes apostas do clube da luz e passou do onze para o banco dos bávaros. A falta de lugar na equipa levou a que um ano depois o clube alemão emprestasse o médio ao Swansea City. O jovem jogador podia ter crescido e evoluído no Benfica, mas uma proposta de um grande da Europa pesou mais e a queda foi maior.

Francisco Geraldes, jogador emprestado pelo Sporting ao Rio Ave, também não teve vida fácil. Formado pelo emblema leonino, mas sem oportunidades de brilhar em Alvalade. Na época passada foi campeão de inverno ao serviço do Moreirense, onde fez uma época irrepreensível no clube. Jorge Jesus gostou do que viu e chamou-o para o plantel. Durou pouco o encanto, o médio apenas participou em quatro jogos da equipa principal, tendo sido mais utilizado na equipa B, e rumado logo de seguida até Vila do Conde. É nas Caxinas que mostra o quanto vale e que merece um lugar no onze da equipa do coração.

Durante muito tempo ouvimos falar destes jovens talentos e depois acabam por cair no esquecimento. Foi o que aconteceu com Rui Pedro na época de 2016/2017, quando passou da equipa B para a principal do FC Porto. Na estreia na Liga NOS fez um golo que tirou o clube azul e branco do jejum de 520 minutos sem marcar e fez as delícias dos adeptos. Na altura foi visto como a “salvação” dos dragões, chegando a marcar também um golo na UEFA Champions League. Acabou por ser cedido ao Boavista e esquecido por todos que o apoiavam.

O caminho para o sucesso é longo e até lá muita coisa pode mudar. Valorizar o talento destes jogadores é um enorme passo para se tornarem grandes profissionais.

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